{"id":127,"date":"2012-07-03T11:04:11","date_gmt":"2012-07-03T11:04:11","guid":{"rendered":"http:\/\/tejo-rupestre.com\/?page_id=127"},"modified":"2012-08-03T15:24:26","modified_gmt":"2012-08-03T15:24:26","slug":"a-simbolica-na-arte-do-tejo","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/tejo-rupestre.com\/?page_id=127","title":{"rendered":"A Simb\u00f3lica na Arte do Tejo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A arte do Tejo \u00e9 uma escrita antes da escrita. Longe do naturalismo sint\u00e9tico paleol\u00edtico, ou das narrativas incisas da Idade do Ferro, a gram\u00e1tica figurativa do Tejo desdobra-se por esquemas t\u00e3o simb\u00f3licos quanto abstratos. As formas geom\u00e9tricas ou geometrizantes s\u00e3o as mais comumente gravadas. E o c\u00edrculo \u00e9 a forma mais disseminada a um ponto tal que pode pensar-se ter o c\u00edrculo e suas variantes um significado e uma dimens\u00e3o de absoluto, uma forma onde tudo se cont\u00e9m. O c\u00edrculo ser\u00e1 para os gravadores taganos a forma conceptual perfeita. E n\u00e3o apenas enquanto simples forma gr\u00e1fica, mas enquanto representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica com uma pluralidade de valores e de significados. O c\u00edrculo \u00e9 pois, gravado como uma esp\u00e9cie de ex-voto, a forma simb\u00f3lica por excel\u00eancia dos gravadores taganos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode por isso mesmo, pensar-se, que um c\u00edrculo, particularmente na fase de apogeu do geometrismo simb\u00f3lico tagano como nos grandes pain\u00e9is do Cach\u00e3o de Algarve, poderia ter o mesmo significado que um cerv\u00eddeo ou at\u00e9 um antropomorfo, ambos a requererem uma execu\u00e7\u00e3o mais elaborada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No espa\u00e7o c\u00e9nico tagano, como \u00e9 configurado pelos pain\u00e9is que entretanto foram sendo descobertos, h\u00e1 poucas narra\u00e7\u00f5es convencionais. S\u00e3o muito poucas as cenas descritivas, eventualmente ou n\u00e3o de car\u00e1ter mitogr\u00e1fico, e cada rocha gravada ou painel deve ser lido tamb\u00e9m de acordo com a sua envolvente, isto \u00e9, a pr\u00f3pria paisagem ribeirinha. Foi este aspeto, refor\u00e7ado pela an\u00e1lise da arte rupestre das sociedades de primitivos atuais (como os San, da \u00c1frica do Sul, ou os Abor\u00edgenes australianos) que se perdeu com a inunda\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios rupestres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A densidade de testemunhos rupestres que aqui foram deixados permite, no entanto, pensar-se, que o curso do Tejo teria sido objeto de uma qualquer sacraliza\u00e7\u00e3o, tendo as suas margens sido monumentalizadas atrav\u00e9s da arte rupestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n\t\t\t<div class='et-tabs-container et_sliderfx_fade et_sliderauto_false et_sliderauto_speed_5000 et_slidertype_top_tabs'>\n\t\t\t\t<div class='et_slidecontent et-image-slide'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/tejo-rupestre.com\/wp-content\/uploads\/et_temp\/cmcd_134-180371_1080x750.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"750\" \/><span class='et-image-overlay'> <\/span><\/div>\n\t\t\t<\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arte do Tejo \u00e9 uma escrita antes da escrita. 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