{"id":27,"date":"2012-03-31T17:43:04","date_gmt":"2012-03-31T17:43:04","guid":{"rendered":"http:\/\/tejo-rupestre.com\/?page_id=27"},"modified":"2012-08-03T11:26:04","modified_gmt":"2012-08-03T11:26:04","slug":"gravuras","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/tejo-rupestre.com\/?page_id=27","title":{"rendered":"Gravuras"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\nANTROPOMORFOS<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o Neol\u00edtico e o Calcol\u00edtico taganos, a representa\u00e7\u00e3o humana \u00e9 um dos temas mais constantes da sua gram\u00e1tica figurativa. A figura humana \u00e9 representada quase sempre de uma forma muito esquematizada, como se pode apreciar nesta tabela. Raramente as figuras humanas est\u00e3o integradas em cenas, aparecendo ora isoladas (o mais comum), ora associadas com formas geom\u00e9tricas e mais raramente em associa\u00e7\u00e3o com figuras zoom\u00f3rficas como no not\u00e1vel painel 241 de S.Sim\u00e3o, em que um humano ergue um veado morto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que os padr\u00f5es figurativos e conceptuais da arte esquem\u00e1tica, como na restante arte esquem\u00e1tico-simb\u00f3lica ib\u00e9rica p\u00f3s-glaciar, configuram um tipo de associa\u00e7\u00e3o entre figuras e destas com o pr\u00f3prio suporte (a rocha), caracter\u00edsticas nem sempre bem evidenci\u00e1veis a um observador moderno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>ZOOMORFOS<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um dos grandes grupos tipol\u00f3gicos da arte esquem\u00e1tica do Tejo, sendo as figuras distribu\u00eddas pelas seguintes esp\u00e9cies: cerv\u00eddeos e capr\u00edneos s\u00e3o os mais comuns; os equ\u00eddeos e os bov\u00eddeos s\u00e3o muito raros, da mesma forma que os can\u00eddeos, os urs\u00eddeos e as aves. H\u00e1 ainda uma s\u00e9rie de figura\u00e7\u00f5es indefinidas ou com atributos idealizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cerv\u00eddeos s\u00e3o o principal e sem d\u00favida o mais importante grupo de animais gravados nos xistos do Tejo. De uma maneira geral s\u00e3o menos esquematizados do que as representa\u00e7\u00f5es humanas, podendo at\u00e9 os mais antigos apresentar divis\u00f5es internas no interior do corpo, ao estilo raio-X, uma caracter\u00edstica mais comum a uma arte de ca\u00e7adores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>O CAVALO GRAVETENSE DO OCREZA<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a mais antiga gravura em toda a \u00e1rea do Complexo do Tejo, sendo atribu\u00edvel ao Paleol\u00edtico superior. T\u00e9cnica e estilisticamente e por paralelos com a arte do C\u00f4a, enquadra-se no per\u00edodo Graveto-Solutrense (\u00b125.000 &#8211; \u00b118.000 BP). Pertence pois ao primeiro grande per\u00edodo art\u00edstico documentado em territ\u00f3rio portugu\u00eas, caracterizado pela grava\u00e7\u00e3o ao ar livre de picotagens largas e profundas, sendo o cavalo (juntamente com o auroque) o tema mais gravado, como \u00e9 aqui o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O animal est\u00e1 perfeitamente definido nas suas minimalistas linhas essenciais, sendo de destacar a aus\u00eancia da cabe\u00e7a, que \u00e9 eventualmente simulada pela pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o desta zona do painel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O painel que guarda esta grava\u00e7\u00e3o foi criteriosamente escolhido, muito perto do curso antigo do rio. \u00c9 um xisto com uma p\u00e1tina azulada, com uma orienta\u00e7\u00e3o sub-vertical, sensivelmente a meio e entre as duas \u00faltimas curvas do rio antes de entrar no Tejo. \u00c9 aparentemente uma gravura com um valor simb\u00f3lico de tipo territorial e\/ou comemorativo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANTROPOMORFOS Durante o Neol\u00edtico e o Calcol\u00edtico taganos, a representa\u00e7\u00e3o humana \u00e9 um dos temas mais constantes da sua gram\u00e1tica figurativa. 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